Aventura de amar
Aninhe-se nos meus braços, na maciez de um aconchego, sem tempo, forma ou espaço.
Deixe o amor entrar pelos poros, acender em nossos corpos fogueiras, despertar, em nós, sorrisos e estrelas.
Prove do meu beijo e de minha calma,deslize pelos meus longos cabelos até chegar ao centro de minha alma.
Mergulhe, sem receios da sensatez, nessa aventura meio alucinada e deixe-me olhar tuas faces veladas.
Assim, vou penetrar por cavernas, encontrar desertos e despenhadeiros, descobrir segredos e paisagens abstratas.
Vamos viver essa simbiose secreta, mesmo que estranhas espadas nos firam, mesmo que armadilhas nos capturem de volta para fora de nossos corpos, para o mundo das formas e expressões.
Não desista da aventura de amar.
Venha conhecer a minha essência,desvelar os véus e mirar-me ao infinito.
Veja o mar se encontrar com o céu,a linha do horizonte que os persegue e deixe a dança louca de seu amor,embalar todos os nossos sentidos.
Aqui não tenho voz e nem roupas,observe-me na lentidão uniforme,nas cores pulsantes de minha alma,pelos ares, andando por terras ermas.
Mas não receie se perder em mim,
chame meu nome, que eu atenderei.
chame meu nome, que eu atenderei.
(Poesia escrita alguns anos atrás.)


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